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Precaução e segurança nos esportes

O início de 2014 foi um tanto quanto conturbado para dois esportistas muito queridos mundialmente: Anderson Silva, que fraturou a tíbia ao perder a chamada “luta do século” para o campeão Chris Weidman; e Michael Shumaker, em acidente na neve, em pista de ski.

Parando para refletir sobre esses dois momentos marcantes, sobre os quais os detalhes já foram muito noticiados, fica claro que a medicina caminha em simbiose com o esporte, e deve continuar assim, em infinitas modalidades.

Nesta semana, depois de ler pelas redes sociais sobre a esperança de volta de Anderson ao octógono, vinda do próprio atleta em recuperação, foi satisfatório reconhecer o quão bem feito foi o atendimento médico em Las Vegas. Caso ele não tivesse sido imediato, dificilmente se falaria em volta aos ringues, ainda mais um de um atleta de alta performance.

No Brasil, é a CABMMA quem está presente em todos os eventos oficiais de MMA/UFC. A comissão leva em conta a segurança dos atletas e não permite as lutas sem a presença de médicos. Se, por algum motivo, a lesão do “Aranha” tivesse sido em terras canarinhas, o atleta também receberia o atendimento adequado e também estaria falando em voltar a lutar.

Por outro lado, o acidente do alemão Michael Shumaker é um pouco mais delicado, e poderia ser pior se o resgate não tivesse sido imediato. Tanto é que o ex-piloto ainda se encontra em coma induzido, na cidade de Grenoble, na França. Daí a reflexão sobre algo que passa despercebido: No Brasil, quais são as condições de segurança e resgate em locais de grande público, onde se praticam modalidades esportivas diversas?

Troque a neve por areia, o frio por calor, a paisagem de montanha pelo azul do mar, os esquis e snowboards por equipamentos menos sofisticados como cascas de árvore ou pranchas de madeira… Pronto, temos o cenário perfeito para a descida nas dunas, uma das mais cobiçadas atrações turísticas de nossas praias. Mas e as normas de segurança, será que são cumpridas? Ocorrência semelhante ao acidente de Shumaker bem poderia acontecer durante a brincadeira, mas a vítima não teria o mesmo tipo de socorro do ex-piloto alemão. Nesse ponto, mesmo com todo a boa intenção, ainda somos um país despreparado. O correto seria a presença contínua de profissionais treinados para o resgate. Pena que isso ainda é uma utopia.

Portanto, como ainda estamos no início do ano, costumeiro período de férias, avalie os riscos antes de praticar qualquer modalidade esportiva diferente do costume. Informe-se sobre a localização de prontos-socorros, qual a distância até eles, procure saber da manutenção dos equipamentos de segurança e, principalmente, evite tomar decisões pela emoção do momento. Saber dizer não pode salvar a sua vida.

Até a próxima!

Mais dicas e notícias pelo twitter @drdanielmma.

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