lesao tornozelo

| 28.abr.2016 | Postado por

Algumas pesquisas têm procurado determinar a epidemiologia das lesões nos esportes para adequar a indicação da prática esportiva mais segura para uma determinada população e desenvolver estratégias de prevenção de lesões. Índice de massa corpórea aumentado, presença de lesão prévia, uso de calçados com salto inadequadamente baixos ou inadequados, queda do navicular em mulheres têm sido encontrados como fatores preditores de lesões em corridas.

A classificação das lesões quanto à gravidade é baseada no tempo de ausência da prática esportiva. É aceito como leve o afastamento entre um e sete dias, moderado entre oito e 28 dias e grave maior do que 28 dias.

Um estudo brasileiro foi conduzido por meio de questionário aplicado a 204 corredores amadores. Foram excluídos do estudo menores de idade e pessoas sem prática de corrida. Número, tipo, topografia e grau de gravidade das lesões, além de idade e sexo, foram os dados coletados.

Resultados: Observou-se predomínio de atletas do sexo masculino, idade média de 32,6 ± 9,3anos com variação de 18 a 68 anos. As lesões foram classificadas como leves e afastaram o atleta da prática de corrida por menos de oito dias. Entorses, lesões bolhosas e escoriações foram as lesões mais frequentes, localizadas mais frequentemente nos membros inferiores com predomínio nos pés.

 

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Conclusão: A prática de corrida pode acarretar um alto número de lesões nos joelhos, pés e tornozelos em seus praticantes, como entorses, lesões bolhosas e escoriações, porém na maioria são classificadas como leves, com rápido retorno à prática esportiva

Referência: Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital e Maternidade Celso Pierro, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, SP, Brasil.

Rev Bras Ortop . 2 0 1 5;50(5):537–540