BLOG

MANUAL DO CORREDOR: CANELITE

 

Nome popular da síndrome de estresse do medial tibial ou periostite medial de tíbia ( inflamação do principal osso da canela, a tíbia, ou dos tendões e músculos da tíbia), podendo evoluir para uma fratura por estresse. Comum em corredores, pode ocorrer em outros esportes.

ORIGEM: Principalmente erros de treinamento e falta de preparo muscular para a corrida.

Além disso: Treino em superfícies muito duras, calçados inadequados, aumento repentino na intensidade e/ou duração de treinamento, aumento súbito de peso ou estar acima do peso ideal; Pronação dos pés,assimetria dos membros inferiores, anteversão femoral aumentada, diminuição da largura da tíbia, valgismo do joelho excessivo e fatores genéticos.

ANATOMIA:

canelite

 

DIAGNÓSTICO:

Sintomas:  Dor, desconforto à palpação e edema na porção distal da face interna da perna ( tíbia).

Fases iniciais: dor no inicio da corrida, aliviando durante o treinamento e voltando a ter dor apenas após o exercício.

Fases mais avançadas: dor frequentemente persiste durante todo o treinamento, persistindo após o repouso.

Exame físico:  dor à palpação da face posterior e medial da perna; Avaliar desvios dos membros inferiores, formato dos pés e encurtamentos.

 

canelite 2

 

Exame de imagem: O exame de eleição para o diagnóstico é a ressonância magnética, que mostra o processo inflamatório no local e além disso, se a canelite evoluiu para uma fratura por estress ou não. O raio x e a cintilografia de três fases são recomendados para diferenciar a canelite da fratura por estress.

CANELITE RNM 2

Seta mostrando área de inflamação do periósteo ( membrana que recobre o osso) da tíbia

 

 

TRATAMENTO:

FASE 1 (Quadro agudo) : Repouso relativo por 2 – 3 semanas (Substituir os treinos de corrida por bicicleta, simulador de caminhada ou piscina; Caminhadas caso não traga dor) Antinflamatórios, gelo e fisioterapia.

Objetivo: Diminuição da dor / Avaliar e tratar fatores causais

Ultrasom / Mobilizações articulares / Liberações miofasciais ( quadril – joelho – tornozelo e pé se necessário / Alongamentos de mmii ( priorizar gastrocnemio / sóleo / isquiotibiais)/ exercícios isométricos nas quatros direções / rotina de alongamentos / bandagens funcionais – knesiotaping

 

FASE 2 (Retorno aos treinos e prevenção) : Fortalecimento do tornozelo / Manter alongamentos / Exercícios sensório – motor (Propriocepção) / Treinos educativos corrida – trote superfícies baixo impacto – corrida

Objetivo: Retorno ao esporte após melhora da dor. Aumentar gradativamente os treinos de corrida entre 2 e 6 semanas com incrementos de 10% à 25% nas cargas por semana

Fortalecimento do tornozelo / exercícios sensório – motor (Propriocepção)   / Treinos educativos corrida – Trote superfícies baixo impacto – Corrida

CUIDADO: IGNORAR A CANELITE, PODE LEVAR A UM QUADRO MAIS GRAVE CHAMADO FRATURA POR ESTRESS

mais posts

CABMMA segue Comissão de Nevada e proíbe TRT

Publicado em 28.02.2014
Categorias: Medicina Esportiva, MMA
Após Vitor Belfort desistir da disputa do Cinturão dos Médios pela proibição do uso do TRT, Dr. Márcio Tannure, chefe do comitê médico da Comissão Atlética Brasileira de…

Dor na Patela do Corredor

Publicado em 07.06.2016
Categorias: Cirurgia do Joelho, Manual do corredor
  A dor mais comum no joelho do corredor é a dor patelofemural ( dor atras da patela) representando 20% de todas as lesões da corrida O principal…

Joelho estalando, por que isto acontece?

Publicado em 15.11.2016
Categorias: Cirurgia do Joelho
  Você sabia que a maioria dos estalos no joelho são normais? Agora, se o seu joelho, além de estalar, está doendo, fique atento ao vídeo e ao…

MMA em Belo Horizonte suspensões médicas

Publicado em 06.09.2013
Categorias: MMA
Ainda sobre o evento do UFC Belo Horizonte, gostaríamos de destacar que essa foi uma das etapas com muito poucos atendimentos médicos e menos lesões. Foram: Sutura em Yuri…

Instagram